sábado, julho 31, 2004

Vai vai vai começar a brincadeira

Hoje foi o último dia da oficina de circo.
Três maravilhosamente intensas semanas.
O saldo foi mais do que positivo. Apesar das dores no punho e do cansaço, valeu muito.
As pessoas, os universos, os impulsos, as novidades, os limites ultrapassados, o conhecimento de muitos outros que precisarão de esforço intenso para serem vencidos...Foi tudo muito engrandecedor.
No começo eu fiquei meio receosa, nem tava gostando muito. ficava pensando no Lú, impliquei com a falta de organização, com o número muito alto de alunos... Mas, antes mesmo que eu pudesse perceber tudo isso foi se desfazendo e quando dei por mim já estava completamente entregue. A mágica foimais forte que a vontade de resistir.
Só me dei conta hoje. É incrível como é preciso que um ciclo se feche para você poder percebe-lo com clareza. Hoje depois da apresentação tava uma energia tão boa, tantos sorrisos, tantos abraços sinceros... Me arrependi de não ter sido mais aberta com as pessoas (esse meu jeito ultra-na-minha é meio irritante as vezes), muito gente alí eu só fui perceber o quanto gostava na hora da despedida, fica aí mais uma coisa para ser aprendida...
Hoje vou para cama com o sorriso calmo no rosto. Com a felicidade inquieta de quem muito satisfeito se prepara para dar um novo passo.
Amigos a vida é uma brincadeira, se divirtam!!!!
Muitas bolinhas de sabão

terça-feira, julho 27, 2004

Brilho Eterno de uma mente sem lembranças

   Sabe quando você sai do cinema com uma sensação de quero abraçar o mundo? Não porque o filme queira dizer isso, mas por que você saiu tão satisfeito que  quer compartilhar isso com as pessoas? Os melhores filmes tem essa capacidade. E não é porque ele tem um roteiro maravilhoso, fotografia e direção de primeira, ou qualquer outra qualidade do gênero (não estou dizendo que não possa ter). Mas, pelo simples fato de mexer sinceramente com você. É uma sensação de:  -gostei sim...  Ah! Gostei porque gostei!
   Hoje eu sai do cinema assim. Fui ver brilho eterno de uma mente sem lembranças. Fiquei tão feliz, não saia do cinema me sentindo assim desde Em lugar nenhum na África ( um dos filmes mais lindos que já ví em toda a minha vida!!!).
   O filme é uma alternativa para explicar aquela sensação de eu-te-amo-desde-a-primeira-vez-que-eu-te-vi-provavelmente-já-nos-conhecemos-de-uma-outra-vida-vim-até-aqui-para-te-encontrar-e-agora-sei-que-não-consigo-viver-sem-vc. Sim é um filme romântico. Mas, pense bem... O amor é lindo! Fora que é uma história de amor sendo contada de uma forma bem...inusitada.
   Bem, é isso. Escrevi para quem quiser ver porque não tive a iniciativa de abraçar as pessoas na rua. Por favor sinta-se abraçado.
     sorriso sincero...       Vi

 


segunda-feira, julho 26, 2004

sábado, julho 24, 2004

Menina Pedra


Eu queria ser uma amendoeira.
Ou um lindo Ipê roxo, ou amarelo.
Ter a natureza certa e imóvel das árvores.
Uma árvore, ao contrério de um homem, é real.
Uma árvore É uma árvore.
Não escolhe o quê será, o quê fará. Árvore é Árvore, o que uma árvore faz é seu. Dá frutos, faz sombra, enfeita o ambiente que a cerca. É casa de macacos, passarinhos e crianças. Purifica o ar, fornece vida ao planeta e, em troca, tem um espaço que é só seu.
E, sofre muito menos a ação do tempo do que do próprio espaço, que dela faz parte. O que reforça ainda mais o seu estado de SER.
Uma árvore não comete erros, no máximo possui galhos secos, pedaços inférteis, que convivem com sua natureza provedora sem a ela nada acrescentar mas, também sem nada prejudicar.
Uma árvore é mãe sem ser mulher.
Estática, a mesma dentro do seu ciclo de mutabilidade, tão constante que se torna imutável.
Felizmente em um único ponto tal característica lhe escapa, é mortal.
Triste é ser pedra, que tem o mesmo poder de "SER" desafiado exatamente por ser eterna.
Uma pedra nunca morre, pelo contrário, com o passar do tempo ela se multiplica em fragmentos que sobrevivem independentes do todo. Cada pedaço mantém as características necessárias para continuar sendo chamado pedra, mas uma outra pedra. A transformação morfológica lhe destitui da única característica que a torna individual. Sua forma é o que lhe dá a possibilidade de SER, e a retira. A cada novo estado morfológico, já não são mais o que foram e muito menos são o que são.
Eternamente incompletas.
Como as pedras somos nós, humanos.

terça-feira, julho 13, 2004


sol de circo Posted by Hello

é, pois é

Foi um bom fim de semana. Chuvinha, aconchego.
Uma opção pela felicidade.
Acho que só agora estou conseguindo compreender como funciona
esse meu mecanismo de atrair dor.
Não é puro masoquismo. Me atraio pela intesidade que a dor
representa .
É como se constantemente eu me enfiasse uma faca só para ter
certeza de que estou viva.
E ainda me engano atrás da desculpa de que a punhalada é
necessária para o alcance de uma felicidade futura. De que vale
a pena!
Baboseira, Bobagem.
+ quer saber? Cansei da dor. Ficou muito repetitivo.
Me encantei pela felicidade... pela calma, pelos pequenos
prazeres, pelo amor, pelos sonhos.

Descobri que a vida não precisa ser medida (não importa)...
é só ser vivida .:

quarta-feira, julho 07, 2004

Pensamentos de beira de estrada

sábado, 03 de julho de 2004
estrada Rio-Lumiar

Lua linda, Céu de inverno
Brilho imenso prateado
Tô encantada correndo contra o tempo... nessa estrada, fui atrás de mim. E bem aqui, no meio do caminho, encontrei ela, linda prata-avermelhada.
Me desfaço em sorrisos, entregue na noite encantada.
Estou feliz por tudo. E por nada!
...preciso voltar para a estrada.